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sábado, 30 de agosto de 2008

Eu tenho me sentido um tanto quanto sensível. Sensível demais. Na verdade, pareço uma solução supersaturada. Qualquer coisinha desmonta tudo. Isso vem me fazendo bem. Bem porque, eu nunca tinha reparado que todos os dias eu sempre corro para pegar o onibus porque eu acordo cheia de fome e quero comer todos os pães do mundo e demoro muito para comer. Quando chego no ônibus, é sempre o mesmo motorista. Nunca reparei nisso. Hoje, eu dei bom dia pra ele e me senti agradecida por mim, pela família dele. Parece que aquele agradecimento foi recíproco. Eu tava lá agradecendo por ele ter sido gentil de ter me esperado pra pegar o ônibus e ele me agradecendo pelo meu bom dia. Me sentindo tão frágil, eu parei pra observar mais em pessoas na minha volta. A olhá-lhas de uma forma diferente, fazer amigos novos, sem medo. De perceber que eu tenho manias que eu pensava que fossem só minhas, mas que não são. Parando de olhar pro meu umbiguinho. Eu sinto um pré-up. Como se algo ainda fosse acontecer, mas não acontece. Me sinto meio frouxa por não concluir coisas que me fazem bem. Deixar o tempo levar, a vida passar. Não sei se tenho medo disso. Já arrisquei tantas vezes que não posso dizer que tenho medo disso. De vez em quando, experimento o prazer de apenas deixar tudo fluir. A solução supersaturada fica lá, paradona, prestes a ter corpo de chão depois de uma simples perturbação. Eu estou assim, olhando tudo, observando tudo, olhares atentos e distraídos, tipo closer. Sentindo-me como se algo estivesse prestes a acontecer, afinal, tem muito sal na minha solução. Eu estou prestes a mandar esses sais pra baixo.

Alusão mais interna do que essa, acho que não existe.
Talvez um post pra mim mesma.

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