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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Alice entra numa sala cheia de espelhos. Sente-se assustada. Não consegue ver uma saída. Depois de tanto andar pela sala, descobre que a saída encontra-se refletida, mas isso não é suficiente para ela. Ela não consegue ver onde está o objeto, só consegue ver a imagem.
Sente-se com raiva e decide quebrar o espelho. Depois de tal ato, ela acaba sangrando. Chora por tudo que está dentro dela, chora de soluçar. Ela não entende a sala, o choro. Despera-se e resolve tentar procurar a saída. Mas é tarde demais e ela já quebrou o sinal que a levaria embora da sala.
Alice então resolve gritar. A decisão mais estúpida que ela poderia pensar. Quem poderia estar ali? Quem armou aquilo tudo?, pensa ela. Alice é tão jovem e bonita. Será que vai morrer em uma sala onde tudo o que ela possui são objetos que mostram ela mesma? Que mostram a sua vergonha, estupidez, burrice? Começa a se perguntar porque foi parar ali. Nem ela sabe. O tempo é curto. Alice continua sangrando.

Por muitas vezes eu me senti como a Alice.
[continua]

Até a próxima.

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